A
partir desse evento, a mídia e as pessoas voltariam os seus olhares para aquele
novo estilo musical e seus seguidores, que ganhavam força mundo afora e como é
de praxe, começaram–se a estereotipar o desconhecido, não refletindo
corretamente os ideais, as reais facetas e pensamentos daqueles jovens que
usavam a música como forma de se rebelar contra o sistema, seja ele político,
econômico, social, religioso, etc.
E finalmente nos anos 90, a
perspectiva desse ramo musical, se estende ao exterior, ou seja, o Brasil
começou a exportar artistas ligados ao cenário do Rock e do Heavy Metal.
Ps: desculpe a desfragmentação dessa reportagem, é porque o blogger não estava aceitando postagens grandes e sempe dava erro ou não publicava o que eu demorava pra fazer
Antes de entrar para o reino dos vocalistas de rock, Khan estudou para ser um cantor de ópera na Noruega, por três anos.
Em 1997,ROY pertencia a uma banda de metal progressivo chamada Conception, assumindo o posto após Mark Vanderbilt sair da banda em 1998. Ele co-escreveu muitas músicas com o guitarrista e fundador da banda, Thomas Youngblood.
Khan é considerado pela crítica mundial como uma das mais belas vozes do planeta onde, de forma assustadora transita entre os graves e agudos de forma magistral e dinâmica e dono de uma interpretação profundamente particular.
Em 21 abril de 2011 foi anunciada sua saída do Kamelot. O motivo seria a conversão religiosa de Khan.
Atualmente encontra-se aposentado do meio musical.
Recentemente, Edu Falaschi foi entrevistado pelo site G1 da Globo
entre alguns outros músicos brasileiros que tiveram sucesso cantando em
inglês. Os artistas rebateram as críticas feitas pelo ex-produtor do
Nirvana Jack Endino na última quarta-feira (23) a bandas do país que
optam pela língua inglesa. Confira a matéria no site G1 da Globo com respostas “editadas”.
Abaixo segue a resposta de Edu Falaschi na íntegra:
“O comentário de Endino é generalizado e de certa forma
preconceituoso. Temos sim, no Brasil, bandas que cantam em inglês com
sotaque forte, isso é verdade, mas temos outras que não, isso é normal
em países que não tem como sua língua nativa o inglês, mas ele deveria
saber que outras bandas que se tornaram gigantes mundialmente e que não
eram americanas, também tinham um inglês “ruim” aos ouvidos dos Estados
Unidenses, por exemplo, o Scorpions, alemão, no início era motivo de
piada por causa do sotaque germânico de Klaus Meine, o A-ha, norueguês,
cantou em inglês errado “take on me, take me on”, gramaticalmente isso
não existe em inglês, nem os Beatles escaparam de piadinhas quando foram
a primeira vez aos Estados Unidos, aliás os americanos zoam os Ingleses
até hoje por causa do sotaque! Enfim, pra encerrar os exemplos, o
próprio Curt Cobain, americano, cantava um inglês tão “arrastado” que
nem os próprios entendiam suas palavras!
Em resumo, não existe regra, nem fórmula para o sucesso, pode ser em
inglês certo, com sotaque nova-iorquino, ou em inglês errado ou até
mesmo em inglês correto com sotaque africano, na música não existe lei,
nem fronteiras, mas sim o talento e a estrela de cada artista!
Ele não deveria julgar e muito menos falar o que Brasileiros e
qualquer outro povo deve fazer! Cada um faz o que quer e ninguém é
obrigado a gostar de nada! O inglês é uma língua universal e devo
lembra-lo que não foi o país dele que criou essa língua! Cantar em
inglês não me faz menos brasileiro que o Carlinhos Brown e ser
brasileiro não me tira o direito de cantar na língua que eu preferir!
Devo alertá-lo de duas coisas, Mr. Endino, primeiro, o inglês me ajudou a
vender milhares de cópias de discos pelo planeta com o Angra, nos
tornando referência do estilo, no Japão, França, Alemanha, etc. E
segundo, a qualidade do Heavy Metal Brasileiro não é exclusividade do
Sepultura, que sim, é maravilhoso e tem todos os méritos do mundo, mas o
Krisiun é uma das maiores bandas de Death Metal da história e são
brasileiros, muitas outras bandas daqui já estão há anos no roteiro
internacional.
Mas, de fato, volto a bater nessa tecla, se tivéssemos muito mais
bandas brasileiras sendo valorizadas dentro do próprio país, certamente
teriam mais chances de ser reconhecidas fora do Brasil, e então, não
teríamos mais que nos deparar com opiniões rasas e preconceituosos, como
a do Sr. Endino.
Infelizmente o que ocorre hoje aqui é o contrário, tem que fazer sucesso
fora primeiro, pra então o Brasil aplaudir e dizer “Se eles de fora
falaram que é bom, então tá certo!”
Enquanto isso, fico na torcida para chegar a hora da NWOBHM (New Wave of Brazilian Heavy Metal).”