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01 agosto 2015

Entrevista com a cantora Angel Wolf-Black

 
Angel Wolf-Black é uma cantora de metal sinfônico da cidade de Thessaloniki, Grécia. Foi vocalista das bandas Bare Infinity, Broken Tempo e na comunidade Eve's Apple. Atualmente está trabalhando no álbum de sua atual banda Seduce The Heaven.

Discografia

Com a banda Broken Tempo:



- "YOU" Single, 2013



Com a banda Bare Infinity:

- "Always Forever", 2009
- "The Passage", 2011
Como convidada:

- Με μια Αγκαλιά Τραγούδια στον Κύκλο της Γης (album - 1998)
- Benzene (unreleased track - 2007)
- Destin - InScissors (original score for John Santerineross' film "Destin" - 2010)
- Regina Tacita [Regium In Umbra] - InScissors (album - Mnemosyne - The Structure Of Time - 2011)
- Hecate's Garden & Mnemosyne's Lake - InScissors (album - Mnemosyne - The Structure Of Time - 2011)

Angel aceitou conceder uma entrevista para o blog Santuário do Metal. O resultado você verá a seguir:



1. Em primeiro lugar, gostaria de parabenizá-la pelo recente Diploma em Música Popular e Desempenho Vocal do Colégio de Música em Londres. A pergunta inicial é quando você teve a certeza de seguir a carreira musical.  O que foi mais difícil e mais gratificante durante este caminho?

Angel: Muito obrigado. A verdade é que eu amo a música desde que eu era uma criança, mas eu não conseguia me imaginar como um músico profissional naquela época. A música era uma atividade que parecia como um jogo para mim e eu gostei. A visão e direção para uma carreira musical foi criada quando eu tinha uns 14 anos de idade.

A coisa mais difícil para mim veio um pouco mais tarde, quando eu tive que manter o equilíbrio entre os meus estudos na época (eu era um estudante em tempo integral na escola Animação de UCLan) e música. Foi difícil para mim concentrar-se em dois temas que exigiam uma grande quantidade de tempo e energia, assim que entrei no conservatório (para participar de aulas de Jazz / Música Popular) depois de tomar adquirir minha formação em música. Nesse ponto, eu tinha a possibilidade de criar música, participar de turnê e tocar com minhas bandas e músicos companheiros e, por meio dessa experiência, me identifiquei mais com esse caminho musical. Agora, a música toma a maior parte de meu tempo na vida e eu sinto que esta é a minha maior recompensa.

2.Como as experiências de suas últimas bandas (Bare Infinity e Broken Tempo) mudaram sua vida?
Angel:Eu considero cada passo na vida como uma experiência digna, e uma banda é exatamente isso. Depois disso, você nunca mais é o mesmo. Sinto-me grata, porque eu aprendi muito e  eu fico olhando de um ponto de vista diferente, de muitas maneiras tudo aquilo que vivi. Aprender a trabalhar com vários tipos de pessoas e fazer o trabalho corretamente é importante, é algo que não pode ser encontrado em qualquer livro, na minha opinião, é a lição de respeito. Respeitar a si mesmo e seus colegas pode ser determinantes para outras coisas que fazemos em nossas vidas.

3.Você teve alguma dificuldade nesses estilos musicais que são diferentes de sua formação clássica? Como você se adapta a essas mudanças musicais?


Angel: Na verdade, eu não tinha formação clássica, até alguns meses atrás, quando eu comecei a ter aulas de canto lírico. Eu estou muito entusiasmada com este novo campo, e eu tenho certeza que ele vai vir a ser realmente útil para o meu trabalho vocal no gênero do metal.

Estou basicamente adaptada e fui treinada com técnicas vocais voltadas para o jazz e pop /rock, por isso ter estado em uma banda de metal, como a Bare Infinity, e uma banda de trip-hop, como BrokenTempo, fez com que eu me sentisse em meu ambiente natural.

Em qualquer caso, me deparei com muitas dificuldades que poderiam ter sido estressantes ​, mas acabei encontrando nisto, um desafio, em um bom caminho. Era (e ainda é) uma motivação e uma causa para tentar novas coisas, com certeza, mas desde que a mente seja mantida aberta. Por exemplo, ao estar em Broken Tempo, eu me concentrei muito na interpretação, dinâmica e nas cores diferentes da voz, mas meu trabalho em Bare Infinity eu tive uma orientação mais versátil e extrema, e ocasionalmente eu tinha que fazer rosnados e vocais operísticos durante as músicas.

4.Como está sendo essa experiência com a banda Seduce The Heaven?

Angel: Primeiro de tudo, eu tenho que mencionar que os caras da banda são muito legais  e eu aprecio isso. Eu os admiro por sua habilidade e consciência musical e eu gosto de trabalhar com eles.


Quanto à colaboração, o desafio será a meu, de novo. E diversão! Sinto que posso fazer mais e meu trabalho pode ser expandido tanto esteticamente e expressivamente. Enquanto estamos neste momento, trabalhando em novo material para o nosso próximo álbum, vários novos sons surgiram na música assim, sinto que meu canto precisa explorar caminhos novos, sempre adiante.

Comunicação é outra parte interessante. Considerando o fato de eu viver quase 310 milhas de distância do resto da banda, e a tecnologia é o nosso melhor amigo. Trocamos idéias através da Internet e mantemos contato em todos os momentos para manter a nossa música na trilha.


5. Fale sobre os preparativos para o próximo álbum da banda Seduce The Heaven. Eu sei que você está participando no processo de composição. Como compositora, o que inspira você?

Angel: O processo de composição é distribuído entre todos os membros da banda. Todos nós temos diferentes origens musicais e isso é uma coisa boa, por causa da variedade de elementos combinados na música. Nós registramos nossas ideias, riffs de guitarra, padrões de bateria ou canções, e enviamos para todos os membros da banda, então, todo mundo pode comentar, adicionar novas peças ou aconselhar para algo melhor.

Eu realmente não penso em mim como a única compositora - penso como mais um compositor, como letras relativas, eu diria. Tudo me inspira, mas isso seria apenas uma parte da verdade. Na verdade, minhas letras são muito autobiográficas. Muitas vezes eu escrevo sobre minhas próprias experiências pessoais. Minhas falhas e vitórias, sonhos e  dias sombrios, medos e ambições, todos eles podem serem bastante inspiradores. 

Quanto à música, ela realmente vem quando eu sento no meu piano. Eu gosto de tocar muito e uma progressão de acordes interessantes surge ou uma nova melodia  e crio o clima para uma canção. Às vezes, ela vem quando eu durmo, então eu acordo no meio da noite e gravo ela no meu celular.

6.Qual palavra descreve o que significa suas músicas / composições?

Angel: Não consigo encontrar uma única palavra que descreva minhas canções, realmente. Elas são tão diferentes uma das outras. Algumas delas são tão espontâneas. Mas eu posso explicar que eu amo fazer  minhas músicas... Gosto de criar visões para que os ouvintes possam serem capazes de libertar sua imaginação e viajar para outra dimensão através da minha música.

7.Você se enxerga nessa etapa da vida, madura e experiente pessoalmente e musicalmente?

Angel:Eu já passei por  algumas aventuras, mas eu não sei se eu sou madura ainda. Minha experiência atual me dá o poder de apreciar a música e a criatividade de uma maneira diferente. Ela afeta a forma como eu faço planos ou colaborações, assim como a forma como eu escrevo música. O tempo dirá se o meu ponto de vista é certo ou errado. Eu o deixo à própria sorte por agora.

8.Deixe uma mensagem para seus fãs brasileiros:

Angel:Espero fazer um visita ai, um dia . Obrigado por seu apoio e desejo-lhe tudo de bom!

Obrigado por esta entrevista. Desejo boa sorte em sua nova jornada e sempre estarei aqui para ajudá-la. Conte sempre com o Santuário do Metal


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A pedido de Angel, segue a entrevista em inglês a seguir

In english

1.     First I would like to congratulate you for you recent Diploma in Popular Music Vocals Performance from London College of Music. The initial question is when you were sure to follow a musical career? What it was more difficult and more rewarding in this way?
Thank you very much, I appreciate it.

The truth is that I love music since I was a child, but I couldnt imagine
myself as a professional musician back then. Music was an activity that
felt like a game to me and I enjoyed it. The vision and direction towards a musical career was established when I was about 14 years old.

The most difficult thing for me came a little later, when I had to keep the balance between my studies at that time (I was a full-time student in UCLAN’s Animation school) and music. It was hard for me to concentrate on two subjects that demanded a great amount of time and energy, so I entered the conservatoire (to attend Jazz / Popular Music classes) after taking my Degree. At that point, I had the possibility to create music,tour and perform with my bands and fellow musicians and, through this experience, to become a professional musician. Now, music takes most of my time in life and I feel that this is my biggest reward.


2. What the experiences of your last bands (BI and BT) what has served as a guide and overcome in your life?
I consider every step in life as a worthy experience, and a band is exactly that. After that, you are never the same. I feel grateful, because I’ve learned a lot and here I stand looking from a different point of view in so many ways. Learning to work with various types of people and do the job properly is important, but something that cannot be found in anbook, in my opinion, is the lesson of respect. Respecting yourself and your colleagues can be determinative for other folds of our lives.


3. Did you have some difficulty in these musical movements that are different from your classical training? How did you adapt to these musical changes?
In fact, I had no classical training until some months ago, when I started
taking classical singing lessons. Arias are fun and I’m quite enthusiastic about this new field, and Im sure its going to turn out really helpful for my vocal work in the metal genre.

I’m basically trained as a jazz and pop/rock musician, so being in a metal
band, like Bare Infinity, and a trip-hop band, like Broken Tempo, felt like
my natural environment.

In any case, I came across many difficulties that might have stressed me
or seemed suspending, but I ended up finding these quite challenging, in a good way. It was (and still is) a motivation and a cause to try new things, for sure, but it will come as long as the mind is kept open. For example, while being on BT, I focused a lot on interpretation, dynamics and tried different colors of the voice, but my work in BI had more versatile and extreme orientation by trying occasionally growls and operatic vocals during the songs.


4. How is being this experience with the band Seduce the Heaven?

First of all, I have to mention that the guys of the band are very down-to- earth people and I appreciate that. I admire them for their awareness
and music skill and, thus, I enjoy working with them.

As for the collaboration, challenge will be my word again. And fun! I feel
I can do more and my work can be expanded both aesthetically and expressively. While we are currently working on new material for our next album, several new sounds have popped up in music so, I feel that my singing needs to explore fresh paths to follow it.

Communication is another interesting part. Considering the fact I live
almost 310 miles away from the rest of the band, technology is our best friend. We exchange ideas through the internet and keep in touch at all times to keep our music on track.


5. Talk about the preparations for the next album of the band STH. I know that you are participating in the composition process. As a composer, what inspires you?

The songwriting process is distributed between all band members. We all have different musical backgrounds and this is a good thing, because of the variety of elements combined in the music. We record our ideas, guitar riffs, drum patterns or even complete songs, and send them to all the members of the band so, everybody can comment, add new parts or advise for something better.

I don’t really think of myself as a composer more as a songwriter, I’d say. Concerning lyrics, I would say everything inspires me, but that would be only part of the truth. In fact, my lyrics are pretty much autobiographic so, I often write about my own personal experiences. My fails and wins, dreams and black days, fears and ambitions, they can all be pretty inspirational. Once I have these, I can dress them the way I want.

As for music, it really comes when I sit on my piano. I like to jam a lot
and an interesting chord progression or new melody might come up and
create the mood for a song. Sometimes, it comes while I sleep, so I wake up in the middle of the night and record it on my cell phone.

6. What is one word that describes which means your songs /
compositions?

I can’t find a single word that describes my songs, really. They are so different from one another. Some of them are so spontaneous. But I can explain what I love to do with my songs; I love to create visions so the listeners are able to free their imagination and travel to another dimension through my music.


7. How does Angel Wolf-Black today is more mature / more experienced?

I’ve been through some more adventures, but I don’t know if Im mature
yet. My current experience gives me the power to appreciate music and creativity in a different way. It affects the way I make plans or collaborations, as well as the way I write music. Time will tell if my point of view is right or wrong. I leave it to its fate for now.


8. Leave a message for your Brazilian fans.
I hope to make it to Brazil one day. Thank you for your support and I
wish you all the best!


Thank you for this interview. I wish good luck on your new journey and always I will be here for help you with this blog!


2 comentários:

  1. Raquel!
    Que entrevista maravilhosa!
    Parabéns!
    Nós roqueiras assumidas agradecemos.
    Bom final de semana!
    “Os homens de poucas palavras são os melhores.”(William Shakespeare)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    Participe no nosso Top Comentarista!

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