Em se tratando dos desafios de
manter esse estilo vivo na região do Cariri, Antonio ressalta que existem
dificuldades relacionadas a executar, ou seja, tocar Metal, já que “exige uma técnica apurada do músico”,
além de recursos, como bons instrumentos, por exemplo, e o espaço é ainda
reduzido: “Você passa tipo 6 meses
ensaiando com a banda e não aparece muita coisa. Você vai se cansando, os
próprios integrantes vão se cansando porque tem outras prioridades.”
As possíveis soluções para driblar o
problema do incentivo e da falta de espaço, para Antonio Queiroz, seria
trabalhar com pessoas ligadas diretamente as ferramentas culturais, que tenham
sensibilidade, e desmitificar o preconceito que ainda existe, voltado a
construção de uma imagem errônea e distorcida do movimento. “Para que você possa levar ações como essas,
justamente do Metal para dentro de instituições e projetos, é muito complicado
porque tem a desconstrução do preconceito perante a sociedade, a desconstrução
dentro das instituições e produtoras de eventos.”
Entretanto, Michel Macedo assim se
posiciona: “Aqui no Ceará (...) a gente
tem um dogma que só o que é de fora é bom. Então de repente a gente fala ‘Ah,
mas não tem espaço’, mas quando vem uma banda de fora, eles conseguem espaço,
eles têm público, só pelo fato de ser de fora (...).”








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