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09 fevereiro 2013

O cenário do Heavy Metal na região do Cariri- parte 07



Para Rinalme Emiliano, o maior desafio reside nos artistas e no público: “O grande problema que existe (...) é da própria galera ir além do seu próprio preconceito, numa questão de buscar ser mais unido, buscar dar mais apoio (...) O desafio é a mudança estrutural do pensamento do próprio roqueiro daqui da região (...) Em um festival de várias bandas, a galera só aparece de frente ao palco, se for aquela banda que você quer ver. Se for outra, não tem a curiosidade de ficar olhando.
            Quando se fala em preconceito, Antonio Queiroz diz que, “é quase impossível você não ser vítima (...) O 1º preconceito que sofro é dentro da minha família (...).” Michel Macedo acrescenta: “Naquela época, tinha muito preconceito (...) A idéia que se tinha do Rock, do Heavy Metal principalmente, era de que tudo era um monte de louco, um monte de drogados (...) Desde que o mundo é mundo, o povo tem medo de novidade (...) Por exemplo: o 1º Rock in Rio no Brasil foi um choque muito grande na época. Foi quando as pessoas começaram a prestar atenção nesse estilo que já existia na Europa e em muitos lugares do mundo.” O comerciante Welson Mota comenta que “era horrível ser tachado de maconheiro só porque usávamos roupas pretas e cabelos grandes (...) É difícil mostrar pra sociedade que um cabeludo, tatuado, pode ser igual a qualquer pessoa, pois caráter está na pessoa e não na forma de se vestir.
            Não podemos esquecer que existe uma situação mais agravante do que as já apontadas anteriormente: é a situação do mercado: “A música não deixa de ser um produto e o que vende é o que está mais exposto (...) Já teve bandas que o cara teve que emagrecer ou não foi aceito o ‘Cara X’ em ‘Tal Banda’, porque não se encaixava no perfil, porque ele não tinha a cara da coisa, porque infelizmente hoje em dia, o mercado da música está muito vinculado a imagem. Antigamente era e hoje em dia é muito mais. Então se você não vende isso na imagem, fica muito complicado”, explica Antonio. A nível nacional, o mundo do Heavy Metal é “cruel... Muito difícil de uma banda nordestina, se não tiver o perfil europeu, conseguir alguma coisa.”
            Já Michel acrescenta que o Metal vive um “momento terrível”. As duas bandas que marcaram o auge desse estilo musical aqui no Brasil foram o Angra e o Sepultura. “Naquela época, mandar uma demo tape para a Rock Brigade era difícil e mais complicado ainda era ter um aval positivo da gravadora, já que não aceitava outras bandas que concorresse com o Angra e Sepultura. (...) Isso foi fazendo com que todo o público corresse pra essas bandas e elas de repente, como acontece com qualquer artista, tiveram seus maus momentos (...) E ai o que foi que fizeram para salvar desse momento? Criaram bandas covers, esse circo que existe das bandas que se veste igual e

tudo.

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