Para
Rinalme Emiliano, o maior desafio reside nos artistas e no público: “O grande problema que existe (...) é da
própria galera ir além do seu próprio preconceito, numa questão de buscar ser
mais unido, buscar dar mais apoio (...) O desafio é a mudança estrutural do
pensamento do próprio roqueiro daqui da região (...) Em um festival de várias
bandas, a galera só aparece de frente ao palco, se for aquela banda que você
quer ver. Se for outra, não tem a curiosidade de ficar olhando.”
Quando se fala em preconceito,
Antonio Queiroz diz que, “é quase
impossível você não ser vítima (...) O 1º preconceito que sofro é dentro da
minha família (...).” Michel Macedo acrescenta: “Naquela época, tinha muito preconceito (...) A idéia que se tinha do
Rock, do Heavy Metal principalmente, era de que tudo era um monte de louco, um
monte de drogados (...) Desde que o mundo é mundo, o povo tem medo de novidade
(...) Por exemplo: o 1º Rock in Rio no Brasil foi um choque muito grande na
época. Foi quando as pessoas começaram a prestar atenção nesse estilo que já
existia na Europa e em muitos lugares do mundo.” O comerciante Welson Mota comenta
que “era horrível ser tachado de
maconheiro só porque usávamos roupas pretas e cabelos grandes (...) É difícil
mostrar pra sociedade que um cabeludo, tatuado, pode ser igual a qualquer
pessoa, pois caráter está na pessoa e não na forma de se vestir.”
Não podemos esquecer que existe uma
situação mais agravante do que as já apontadas anteriormente: é a situação do
mercado: “A música não deixa de ser um
produto e o que vende é o que está mais exposto (...) Já teve bandas que o cara
teve que emagrecer ou não foi aceito o ‘Cara X’ em ‘Tal Banda’, porque não se
encaixava no perfil, porque ele não tinha a cara da coisa, porque infelizmente
hoje em dia, o mercado da música está muito vinculado a imagem. Antigamente era
e hoje em dia é muito mais. Então se você não vende isso na imagem, fica muito
complicado”, explica Antonio. A nível nacional, o mundo do Heavy Metal é “cruel... Muito difícil de uma banda
nordestina, se não tiver o perfil europeu, conseguir alguma coisa.”
Já Michel acrescenta que o Metal
vive um “momento terrível”. As duas
bandas que marcaram o auge desse estilo musical aqui no Brasil foram o Angra e
o Sepultura. “Naquela época, mandar uma
demo tape para a Rock Brigade era difícil e mais complicado ainda era ter um
aval positivo da gravadora, já que não aceitava outras bandas que concorresse
com o Angra e Sepultura. (...) Isso foi fazendo com que todo o público corresse
pra essas bandas e elas de repente, como acontece com qualquer artista, tiveram
seus maus momentos (...) E ai o que foi que fizeram para salvar desse momento?
Criaram bandas covers, esse circo que existe das bandas que se veste igual e








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