Mas em 1992 chegou ao Cariri, um estabelecimento
comercial que veio agregar e ajudar a firmar o Rock e o Metal no Cariri: a
Porão Discos (agora Porão Rock), sob a responsabilidade de Manoel Welson Gomes
Mota, uma loja com artigos variados para quem é amante desse estilo musical,
tornando–se também um local de encontro e discussão sobre o movimento que
ganhava força cada vez mais. A loja é responsável por produzir e patrocinar grandes
eventos ligados ao Metal na região do Cariri.
A
Loja Porão era um sonho de Welson: “Fui
morar em Belém do Pará, trabalhei, economizei e resolvi voltar para minha terra
(Juazeiro) e iniciar a loja.” No início, enfrentou dificuldades até se
estabelecer como uma loja de referência para os roqueiros metaleiros, shakistas
e otakus: “Quando comecei, faltou
dinheiro e tinha o preconceito também, mas com o tempo conseguimos mostrar
(...) que éramos responsáveis (...) Conquistamos o respeito, que foi o mais
importante (...) Hoje, a Porão conta com uma filial. Temos um estoque razoável,
que vai do simples brinco ao material importado (...) E o futuro é incentivar
novas bandas e quem sabe, levar filiais para outras cidades.”
Welson explicou a importância do
surgimento da loja na região do Cariri, como um local/espaço de “bate papo, troca de idéias e formações de
opiniões (...) A coisa (o movimento) foi saindo do underground e mostrando pra
sociedade juazeirense e caririense que na terra do Forró tinha ‘Som Pauleira’.”
Novos espaços e festivais foram
surgindo no Juazeiro e no Crato. Os festivais como o Sesc Metal (nos anos 2001
e 2002 no Crato), Throne of Metal (o mais antigo festival de Metal), Juá Rock,
Festival Rock Cordel, Sesc Mostra de Bandas– Armazém do Som, Welcome to Hell,
Rock Todo Mês, Domingo do Rock, são alguns nomes desses festivais. Alguns
exemplos de novos espaços são: Sesc, Centro Cultural do Banco do Nordeste, Black
Dog Rock Bar, Pink Floyd Bar.








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