Reportagem feita para a disciplina de Jornalismo Cultural da UFC Cariri por Raquel Alves
O Cenário do Heavy
Metal na região do Cariri
Francisca Raquel Queiroz Alves
Rocha
Nessa reportagem,
aborda–se o a história do Heavy Metal no Brasil, especialmente seus reflexos e
influências na região do Cariri, principalmente nas cidades de Juazeiro do
Norte e Crato: as primeiras bandas, as experiências, o preconceito, os desafios
e dificuldades dos músicos de manterem vivo este estilo musical hoje em dia.
Na década de 80, o calçadão da Rua
Santa Luzia (entre as ruas Padre Cícero e São Pedro) na cidade de Juazeiro do
Norte, era o ponto de encontro de muitos jovens nos finais de semana, que
curtiam e viviam o Rock e o Heavy Metal.
Tachados de marginais e nomes
depreciativos em função de seu jeito de vestir e pelo tipo de música que
curtiam, esses jovens não deixaram o preconceito ofuscar o que eles tinham de
mais precioso: a liberdade de viver e o amor pelo gênero musical que começava a
se tornar notório no Brasil.
Michel
Macedo Marques, professor auxiliar do Curso de Letras da URCA, guitarrista das
bandas Glory Fate e Holy Wood e baixista da banda Rei Bulldog, fala que “a idéia que se tinha do Rock, do Heavy Metal
principalmente era de o pessoal era um monte de loucos, um monte de drogados...
O povo via as imagens na TV e ficavam loucos (...)”, referindo–se a
primeira transmissão do Rock in Rio no Brasil, que apresentou ao público, as
manifestações de um estilo musical que saia do underground em busca de
conquistar novos adeptos.
O professor e músico, acrescenta que
“as pessoas viam aquele monte de
cabeludos, despenteados, fazendo careta, pulando, aquela coisa toda, ai deu
medo na galera”, ou seja, o choque inicial das pessoas que até então não
entendiam o movimento e se sentiram um ‘grande impacto’ quando depararam com a
invasão desse gênero musical em territórios brasileiros.










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