Brasileiros rebatem crítica de Jack Endino: resposta de Edu Falaschi na íntegra
By Raquel Alves - 07:39
Retirado do site
http://www.edufalaschi.com.br/ptbr/?p=1155

Recentemente, Edu Falaschi foi entrevistado pelo site G1 da Globo
entre alguns outros músicos brasileiros que tiveram sucesso cantando em
inglês. Os artistas rebateram as críticas feitas pelo ex-produtor do
Nirvana Jack Endino na última quarta-feira (23) a bandas do país que
optam pela língua inglesa. Confira a matéria no site G1 da Globo com respostas “editadas”.
Abaixo segue a resposta de Edu Falaschi na íntegra:
“O comentário de Endino é generalizado e de certa forma
preconceituoso. Temos sim, no Brasil, bandas que cantam em inglês com
sotaque forte, isso é verdade, mas temos outras que não, isso é normal
em países que não tem como sua língua nativa o inglês, mas ele deveria
saber que outras bandas que se tornaram gigantes mundialmente e que não
eram americanas, também tinham um inglês “ruim” aos ouvidos dos Estados
Unidenses, por exemplo, o Scorpions, alemão, no início era motivo de
piada por causa do sotaque germânico de Klaus Meine, o A-ha, norueguês,
cantou em inglês errado “take on me, take me on”, gramaticalmente isso
não existe em inglês, nem os Beatles escaparam de piadinhas quando foram
a primeira vez aos Estados Unidos, aliás os americanos zoam os Ingleses
até hoje por causa do sotaque! Enfim, pra encerrar os exemplos, o
próprio Curt Cobain, americano, cantava um inglês tão “arrastado” que
nem os próprios entendiam suas palavras!
Em resumo, não existe regra, nem fórmula para o sucesso, pode ser em
inglês certo, com sotaque nova-iorquino, ou em inglês errado ou até
mesmo em inglês correto com sotaque africano, na música não existe lei,
nem fronteiras, mas sim o talento e a estrela de cada artista!
Ele não deveria julgar e muito menos falar o que Brasileiros e
qualquer outro povo deve fazer! Cada um faz o que quer e ninguém é
obrigado a gostar de nada! O inglês é uma língua universal e devo
lembra-lo que não foi o país dele que criou essa língua! Cantar em
inglês não me faz menos brasileiro que o Carlinhos Brown e ser
brasileiro não me tira o direito de cantar na língua que eu preferir!
Devo alertá-lo de duas coisas, Mr. Endino, primeiro, o inglês me ajudou a vender milhares de cópias de discos pelo planeta com o Angra, nos tornando referência do estilo, no Japão, França, Alemanha, etc. E segundo, a qualidade do Heavy Metal Brasileiro não é exclusividade do Sepultura, que sim, é maravilhoso e tem todos os méritos do mundo, mas o Krisiun é uma das maiores bandas de Death Metal da história e são brasileiros, muitas outras bandas daqui já estão há anos no roteiro internacional.
Devo alertá-lo de duas coisas, Mr. Endino, primeiro, o inglês me ajudou a vender milhares de cópias de discos pelo planeta com o Angra, nos tornando referência do estilo, no Japão, França, Alemanha, etc. E segundo, a qualidade do Heavy Metal Brasileiro não é exclusividade do Sepultura, que sim, é maravilhoso e tem todos os méritos do mundo, mas o Krisiun é uma das maiores bandas de Death Metal da história e são brasileiros, muitas outras bandas daqui já estão há anos no roteiro internacional.
Mas, de fato, volto a bater nessa tecla, se tivéssemos muito mais
bandas brasileiras sendo valorizadas dentro do próprio país, certamente
teriam mais chances de ser reconhecidas fora do Brasil, e então, não
teríamos mais que nos deparar com opiniões rasas e preconceituosos, como
a do Sr. Endino.
Infelizmente o que ocorre hoje aqui é o contrário, tem que fazer sucesso fora primeiro, pra então o Brasil aplaudir e dizer “Se eles de fora falaram que é bom, então tá certo!”
Infelizmente o que ocorre hoje aqui é o contrário, tem que fazer sucesso fora primeiro, pra então o Brasil aplaudir e dizer “Se eles de fora falaram que é bom, então tá certo!”
Enquanto isso, fico na torcida para chegar a hora da NWOBHM (New Wave of Brazilian Heavy Metal).”








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